O Twitter é o fenómeno social do momento – já desde há alguns momentos atrás.
Pessoas e entidades, em Portugal e no mundo, de forma pessoal, informal ou sob a capa de uma personagem, deixam mensagens de 140 caracteres à sua rede.
Umas para serem lidas, outras para gozo pessoal. Outras que pensadas para serem lidas não serão senão para gozo pessoal.
Updates para todos os gostos e feitios, em todos os tons, com todos os propósitos. De forma intensiva, esporádica ou quase nula.
Uma obrigação. Um porque-sim. Um prazer. Um vício. Ou, a designação que ainda muitos questionam, – uma arma poderosa.
Figuras emblemáticas (não só mas também) do Twitter como o Paulo Querido ou o Nuno Markl – e os seus clones – funcionam como os must have a nível nacional, mas uma rápida visita ao directório Twitter Portugal, permite perceber a dimensão desta comunidade online (e comunidade, é um termo redutor).
As sátiras e paródias multiplicam-se. Bem como as notícias. Bem como os posts – como este.
Ainda ontem foi o Ashton Kutcher a aclamar-se rei do Twitter, ultrapassando em número de seguidores a CNN e a barreira do milhão de followers!
Altura, portanto de fazer um apanhado. Perfis de Twits. Classificação de utilizadores.
São eles…
O Cómico
Objectivo: entretenimento (próprio e de outrem). Em todos os estilos de comédia. Em modo subtil ou a roçar a insensibilidade.
O Altruísta
Seja sob a forma de links ou informações úteis, que vão desde notícias internacionais a ofertas de emprego em Vila Nova da Barquinha.
São utilizadores que dão o que podem a quem quiser receber. Pesquisam activamente informação e partilham-na com o mesmo gosto que a descobrem (talvez mais).
O Distribuidor
Vive do RT. Repete twits de outros utilizadores que podem interessar pelo caracter de utilidade, entretenimento, etc. Seguir um “distribuidor” é seguir para cima de 76 pessoas numa só, mas com filtro. É como seguir o Fernando Pessoa.
O Parasita
Não deixa de ser um cómico, digo eu. Mas conquista a fama à custa dos que a tiveram naturalmente. São os temidos-adorados-odiados clones.
O Respondão
Lê interessadamente os updates de quem segue, e responde. E torna a responder. E é a resposta é o seu modo de vida. Em 50 updates, 1 é não é reply.
O Familiar
Fala de si, para os seus. Tem uma rede fechada e usa o Twitter sobretudo para se manter a par das actividades das pessoas que conhece (presencialmente, entenda-se).
O Centrado
Em si, claro. Mesmo que não conheça os da sua rede, é de si que fala. De banalidades ou de acontecimentos sublimes. Mas de si.
E não se pense que não lhe é dada atenção. O Twitter também é um Big Brother. A curiosidade vive em todos nós – e não acredito que tenha morto o gato, antes o tornou mais culto.
E pronto. São estes os géneros predominantes, ou pelos menos os mais radicais.
A maior parte dos utilizadores, não é um deste em particular, mas um pouco de dois ou três (e mais o seu próprio tempero).
Alguém se revê aqui?
Telma M.